"Que toda energia negativa que chegue até aqui se transforme em amor..."

quinta-feira, 28 de abril de 2011

"Já nem sei mais o que dizer aqui... chorar em frente ao computador se tornou rotina... escrever coisas bem melancólicas acontecem com tanta frenquência, tanto quanto lê esses mesmos textos melancólicos... e a vida passando... e eu estagnada no mesmo lugar de como estou a três anos atrás...(aff!) 
Faz frio... no corpo e na alma... pra quê se iludir com palavras? por que ser assim? Eu preciso urgentemente me livrar dessas malditas ilusões... eu nem sei mais o que escrever aqui nessa merda!...
Tchau!"

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Além de mim...

...entretanto há um cansaço que preenche o ser, quiça preenche o vazio adquirido ao longo de tantas procuras... um cansaço grandioso, que por minutos se esconde, mas por horas atormenta... verdades que não se assumem, palavras que nunca são ditas, histórias perdidas na memória... não pretendo desabafar, só quero tentar fugir por alguns instantes desses sentimentos de impotência que me assustam, que me afastam de mim... fantasiando cenários, prendendo no pensamento um querer de ser feliz sem estar só... e não há nada aqui além de mim... ridícula, imbecil, infantil, palhaça, infeliz... onde estão os pontos finais? pra onde foram os 'finais felizes' ou os próprios finais tristes?... pra quê usar tantas reticências?... até mesmo em um texto onde talvez ninguém leia... cadê os fins de tantos começos?...  quero um único fim, mesmo que seja infeliz... mas que seja perdurável, durável, imensurável, do começo ao ponto final... e esses tantos desencontros farão eu me encontrar... no fim talvez sozinha ou em um infinito próprio... na dúvida essa seja a verdadeira busca, a minha busca... em busca do meu eu...


Por Karoline Machado

quarta-feira, 6 de abril de 2011

"Preciso muito que alguma coisa muito muito boa aconteça na minha vida... alguma coisa, alguma pessoa. Acho que tenho medo de não conseguir deixar que o passado seja passado, de aceitar verdades pela metade, de viver de ilusão! Eu preciso muito deixar acontecer o momento da renovação, trocar de pele, mudar de cor... Tenho sentido necessidades do novo, não importa o quê, mais que seja novo, nem que sejam os problemas." (Caio Fernando Abreu)

domingo, 3 de abril de 2011


Lá está ela, mais uma vez. Não sei, não vou saber, não dá pra entender como ela não se cansa disso. Sabe que tudo acontece como um jogo, se é de azar ou de sorte, não dá pra prever. Ou melhor, até se pode prever, mas ela dispensa. Acredito que essa moça, no fundo gosta dessas coisas. De se apaixonar, de se jogar num rio onde ela não sabe se consegue nadar. Ela não desiste e leva bóias. E se ela se afogar, se recupera. Estranho é que ela já apanhou demais da vida. Essa moça tem relacionamentos estranhos, acho que ela está condicionada a ser uma pessoa substituta. E quem não é? A gente sempre acha que é especial na vida de alguém, mas o que te garante que você não está somente servindo pra tapar buracos, servindo de curativo pras feridas antigas? 
A moça… ela muito amou, ama, amará, e muito se machuca também. Porque amar também é isso, não? Dar o seu melhor pra curar outra pessoa de todos os golpes, até que ela fique bem e te deixe pra trás, fraco e sangrando. Daí você espera por alguém que venha te curar.
 Às vezes esse alguém aparece, outras vezes, não. E pra ela? Por quem ela espera?
E assim, aos poucos, ela se esquece dos socos, pontapés, golpes baixos que a vida lhe deu, lhe dará.
 A moça – que não era Capitu, mas também têm olhos de ressaca – levanta e segue em frente.
 Não por ser forte, e sim pelo contrário… Por saber que é fraca o bastante para não conseguir ter ódio no seu coração, na sua alma, na sua essência. E ama, sabendo que vai chorar muitas vezes ainda. Afinal, foi chorando que ela, você e todos os outros, vieram ao mundo.”

(Caio Fernando Abreu)