"Que toda energia negativa que chegue até aqui se transforme em amor..."
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
Ironias
"É essa sensação que eu não gosto em mim... Me sentir dependente do outro, dependente de conversas, carinhos e afins... Todas as vezes que acho que posso permitir sentir saudade, me sinto vulnerável... Me sinto tão minúscula quando as minhas sensações não são recíprocas com a do outro... Eu não posso me permitir assim... Não posso inventar momentos... Nem querer tanto a ponto de não parar de pensar... Tudo se repete... Parece uma roda gigante, por horas as emoções estão no alto, repletas de diversão... E em outros momentos a roda desce, fim da brincadeira... Hora da realidade assumir o seu lugar... Definitivamente eu não nasci pra viver um amor de verdade... Fantasias, fantasias e fantasias... Só isso pra viver... Vão embora todos... Palavras ou afetos... Gestos e intensas sensações relatadas num blog sem leitor... É aquela história que tudo começa e nada continua... Aliás, o que continua é o meu cansaço... Por ironia, acabo de receber um vídeo com uma música, 'Paciência' de Lenine... Dá pra entender que não posso sentir pressa... As coisas irão acontecer... Talvez pra que elas aconteçam eu ainda preciso me sentir desiludida por diversas vezes... Pra perceber quando o verdadeiro vier... Mais ironia ainda é essa pontinha de esperança dentro do meu peito... E podem passar tantos e outros momentos, ela não sai de mim..."
Por Karoline Machado
(Identificação)
“Mania de ser bom moço, coisa chata!
Eu nunca mais quero ouvir que você só tem olhos pra mim, ok? E nem o quanto você é bom filho. Muito menos o quanto você ama crianças. E trate de parar com essa mania horrível de largar seus amigos quando eu ligo. Colabora, pô. Tá tão fácil me ganhar, basta fazer tudo pra me perder.
E lá vem ele dizer que meu cabelo sujo tem cheiro bom. E que já que eu não liguei e não atendi, ele foi dormir. E que segurar minha mão já basta. E que ele quer conhecer minha mãe. E que viajar sem mim é um final de semana nulo. E que tudo bem se eu só quiser ficar lendo e não abrir a boca.
Com tanto potencial pra acabar com a minha vida, sabe o que ele quer? Me fazer feliz. Olha que desgraça. O moço quer me fazer feliz. E acabar com a maravilhosa sensação de ser miserável. E tirar de mim a única coisa que sei fazer direito nessa vida que é sofrer. Anos de aprimoramento e ele quer mudar todo o esquema. O moço quer me fazer feliz. Veja se pode.
E aí passa a maior gostosa na rua e ele lá, idolatrando meu nariz. E aí o celular dele toca e ele, putz, perdeu a ligação porque demorou trinta mil horas pra desvencilhar os dedos do meu cabelo. Com tanto potencial pra me dar uns tapas, o moço adora me fazer carinho com a ponta dos dedos.
Não dá, assim não dá. Deveria ter cadeia pra esse tipo de elemento daninho. Pior é que vicia. Não é que acordei me achando hoje? Agora neguinho me trata mal e eu não deixo. Agora neguinho quer me judiar e eu mando pastar. Dei de achar que mereço ser amada. Veja se pode. (…) Até assoviando eu tô agora. Que desgraça!
Ontem quase, quase, quase ele me tratou mal. Foi por muito pouco. Eu senti que a coisa tava vindo. Cruzei os dedos. Cheguei a implorar ao acaso. Vai, meu filho. Só um pouquinho. Me xinga, vai. Me dá uma apertada mais forte no braço. Fala de outra mulher. Atende algum amigo retardado bem na hora que eu tava falando dos meus medos. Manda eu calar a boca. Sei lá. Faz alguma coisa, homem!
E era piada. Era piadinha. Ele fez que tava bravo. E acabou. Já veio com o papo chato de que me ama e começou a melação de novo. Eita homem pra me beijar. Coisa chata.
Minha mãe deveria me prender em casa, me proteger, sei lá. Onde já se viu andar com um homem desses. O homem me busca todas as vezes, me espera na porta, abre a porta do carro. Isso quando não me suspende no ar e fala 456 elogios em menos de cinco segundos. Pra piorar, ele ainda tem o pior dos defeitos da humanidade: ele esqueceu a ex namorada. Depois de anos me relacionando só com homens obcecados por amores antigos, agora me aparece um obcecado por mim que nem lembra direito o nome da ex. Fala se tão de sacanagem comigo ou não? Como é que eu vou sofrer numa situação dessas? Como? Me diz?
Durmo que é uma maravilha. A pele está incrível. A fome voltou. A vida tá de uma chatice ímpar. Alguém pode, por favor, me ajudar? Existe terapia pra tentar ser infeliz? Outro dia até me belisquei pra sofrer um pouquinho. Mas o desgraçado correu pra assoprar e dar beijinho.”
Eu nunca mais quero ouvir que você só tem olhos pra mim, ok? E nem o quanto você é bom filho. Muito menos o quanto você ama crianças. E trate de parar com essa mania horrível de largar seus amigos quando eu ligo. Colabora, pô. Tá tão fácil me ganhar, basta fazer tudo pra me perder.
E lá vem ele dizer que meu cabelo sujo tem cheiro bom. E que já que eu não liguei e não atendi, ele foi dormir. E que segurar minha mão já basta. E que ele quer conhecer minha mãe. E que viajar sem mim é um final de semana nulo. E que tudo bem se eu só quiser ficar lendo e não abrir a boca.
Com tanto potencial pra acabar com a minha vida, sabe o que ele quer? Me fazer feliz. Olha que desgraça. O moço quer me fazer feliz. E acabar com a maravilhosa sensação de ser miserável. E tirar de mim a única coisa que sei fazer direito nessa vida que é sofrer. Anos de aprimoramento e ele quer mudar todo o esquema. O moço quer me fazer feliz. Veja se pode.
E aí passa a maior gostosa na rua e ele lá, idolatrando meu nariz. E aí o celular dele toca e ele, putz, perdeu a ligação porque demorou trinta mil horas pra desvencilhar os dedos do meu cabelo. Com tanto potencial pra me dar uns tapas, o moço adora me fazer carinho com a ponta dos dedos.
Não dá, assim não dá. Deveria ter cadeia pra esse tipo de elemento daninho. Pior é que vicia. Não é que acordei me achando hoje? Agora neguinho me trata mal e eu não deixo. Agora neguinho quer me judiar e eu mando pastar. Dei de achar que mereço ser amada. Veja se pode. (…) Até assoviando eu tô agora. Que desgraça!
Ontem quase, quase, quase ele me tratou mal. Foi por muito pouco. Eu senti que a coisa tava vindo. Cruzei os dedos. Cheguei a implorar ao acaso. Vai, meu filho. Só um pouquinho. Me xinga, vai. Me dá uma apertada mais forte no braço. Fala de outra mulher. Atende algum amigo retardado bem na hora que eu tava falando dos meus medos. Manda eu calar a boca. Sei lá. Faz alguma coisa, homem!
E era piada. Era piadinha. Ele fez que tava bravo. E acabou. Já veio com o papo chato de que me ama e começou a melação de novo. Eita homem pra me beijar. Coisa chata.
Minha mãe deveria me prender em casa, me proteger, sei lá. Onde já se viu andar com um homem desses. O homem me busca todas as vezes, me espera na porta, abre a porta do carro. Isso quando não me suspende no ar e fala 456 elogios em menos de cinco segundos. Pra piorar, ele ainda tem o pior dos defeitos da humanidade: ele esqueceu a ex namorada. Depois de anos me relacionando só com homens obcecados por amores antigos, agora me aparece um obcecado por mim que nem lembra direito o nome da ex. Fala se tão de sacanagem comigo ou não? Como é que eu vou sofrer numa situação dessas? Como? Me diz?
Durmo que é uma maravilha. A pele está incrível. A fome voltou. A vida tá de uma chatice ímpar. Alguém pode, por favor, me ajudar? Existe terapia pra tentar ser infeliz? Outro dia até me belisquei pra sofrer um pouquinho. Mas o desgraçado correu pra assoprar e dar beijinho.”
Tati Bernardi
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
"Tem uma felicidade mansa por dentro, devagarinho. A casa bonita. Os dias bonitos. A roseira bonita. E pessoas novas (tem coisa melhor que gente?). E trabalhos novos (breve a cores). Guardo o meu amor por dentro. É precioso. Pensar nele faz com que eu tenha vontade de cuidar de mim mesmo – então é bom. Guardando, guardando, feito jóia. Precioso, delicado. (…) As coisas vão dar certo. Vai ter amor, vai ter fé, vai ter paz – se não tiver, a gente inventa."
domingo, 25 de setembro de 2011
Enfim...
"Enfim... Ela vai mais uma vez ocupar em algum pedaço, o pedaço de uma outra alma... A vida correndo, numa mansidão que até desconfia... O coração afoito, querendo ser desfibrilado de emoções que a façam retornar àquela vida, onde as borboletas vibram no estômago... É isso mesmo!! Ainda não desistiu... É aquela velha história de que a tal esperança nunca morrerá... Uma conversa a tóa... Sorrisos e descobertas... Gostos diferentes, ao mesmo tempo tão iguais... E aquela parte onde as mãos, grandes e masculinas, passeiam em seu cabelo... Surgem olhares... Outros sorrisos... Mãos nas mãos... Agora já não é mais a hora de fugir... Tudo tão bom... Deixa estar... Enfim... E por fim, a cabeça está acima do coração, mas nessa hora, a razão não está acima da emoção... Enfim... Não há como decifrar o que há de vir... Há de ser igual... Ou vai embora pra voltar... Enfim... Nos versos de Maria Gadú encontra o consolo... 'Deixa estar que o que for pra ser vigora'... Enfim..."
Por Karoline Machado
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
“Cheio de papéis e guardanapos que não entendia,
com telefones que prometi ligar
no dia seguinte
e foram se despedindo sem acontecer
Quantas chances tive de ser diferente?
Quis me expulsar e tranquei mais fundo.
Dependia apenas de detalhes
e não me aceitei em troca.
Não mudei o mundo
porque não sabia
qual o mundo em que vivia.
Perdi amigos, ganhei amigos,
houve desencanto, houve engano,
falei que não mais faria,
era forte e não necessitava
disso e refiz e fiz.
A consciência não me fez prevenido.
O que foi em mim ainda será.
Não me acendi,
mas podes deixar,
eu me apago sozinho.”
com telefones que prometi ligar
no dia seguinte
e foram se despedindo sem acontecer
Quantas chances tive de ser diferente?
Quis me expulsar e tranquei mais fundo.
Dependia apenas de detalhes
e não me aceitei em troca.
Não mudei o mundo
porque não sabia
qual o mundo em que vivia.
Perdi amigos, ganhei amigos,
houve desencanto, houve engano,
falei que não mais faria,
era forte e não necessitava
disso e refiz e fiz.
A consciência não me fez prevenido.
O que foi em mim ainda será.
Não me acendi,
mas podes deixar,
eu me apago sozinho.”
"Quando sou desespero esqueço de falar; só ouço. Esqueço que sou véspera, esqueço que sou urgência. E se digo que ainda sou gripe é porque menti e você ainda não percebeu. Sou um fracasso que ainda não perceberam. E se te procuro no final dos cadernos foi porque ainda não admiti nos diários."
Kennedy F.
Não só
"Depois de tanto analisar os próprios erros,
experiências e ter contato com as de outras pessoas você acaba
adquirindo uma certa sensatez. Costumam a tomar a solteirice como
sinônimo de solidão, falta de opção ou infelicidade e não vejo dessa
forma. Qualquer um é livre para optar por não ter ninguém ou não se
vincular diretamente a ninguém. Para muitos isso soa estranho porque ter
outra pessoa proporciona segurança e plenitude na vida e se alguém não
tem isso parece não poder ser completo. As coisas não funcionam bem
assim. Eu não sei você, mas para mim essa dependência me parece doentia.
Na incapacidade ou falta de tentativa de obter segurança e plenitude a
si mesmas as pessoas procuram outras que sanem essa defasagem. Não são
todos os casos, há quem consiga estabelecer isso a si e que procure
outro alguém para apenas partilhar sentimentos, mas não é tão comum. Não
digo que é errado ficar dependente para se sentir seguro e pleno, só
acho que depois de vivenciar isso tantas vezes constatei que não é o que
me satisfaz. Não quero deixar a minha estabilidade emocional nas mãos
de outra pessoa e nem depender dela para tê-la.
Estar solteiro a meu ver não é ruim. Não vou mentir
que às vezes sinto falta de alguém que me faça companhia, eu sinto, não
sou hipócrita. Porém essa vontade é esporádica e não me causa nenhuma
sensação ruim a ponto de eu querer me aventurar nas complexidades de um
relacionamento. Não é fácil fazer algo dar certo quando não depende
somente de você. Parece banal esse pensamento e é, mas muitos não
entendem isso. Eu não preciso ir longe, somente pense na quantidade de
relacionamentos seus que não deram certo ou no mínimo de conhecidos,
amigos. Tenta-se desenfreadamente obter êxito em algo que já nasce
comprometido, instável. Espera-se muito, faz-se pouco. As pessoas
ingressam em relacionamentos já estando em dívida consigo mesmas e
esperando que o outro tenha o necessário para quitá-la. E eu não consigo
nem pagar as minhas, que dirá as de outro alguém… Demorou, mas hoje eu
me agradeço por ter compreendido isso."
Brainbox
Migalhas
"Perdi a conta de quantas vezes acordei, abri
os olhos e segundos depois fui golpeada pela sua presença intangível ao
meu lado e nítida na minha mente. Eu quis, e não foi pouco. Ensaiei
abraços, carícias. Ensaiei você no vazio que luz em mim. A saudade te
reconstrói tão nitidamente que a ilusão se torna conforto. Segundos
depois este não suporta o peso excessivo e se transforma em uma
miscelânea de sentimentos que vão pulsando do estômago até o âmago do
meu peito. Recrio aqueles momentos tantas vezes e me dou o luxo de
acrescentar o que poderia ter sido. Enfeito a sua lembrança com tanto
afeto que nem uma mãe penteando os cabelos de sua pequena filha ousaria
sonhar em ser tão caprichosa. Acrescento um beijo, uma carícia, enfatizo
os momentos mais doces. Refaço a sua presença a partir das migalhas que
você deixou em mim. Foi gentil, agradeço. Um toque, uma migalha. Um
beijo, outra. Alimento-me dos fragmentos todos os dias e permaneço
faminta. Que apetite pulsando no meu peito!"
Brainbox ~ Tumblr
sábado, 17 de setembro de 2011
...
"Como o palpitar do coração de uma ave, meus sentimentos fluam conectados
a uma pena, uma tinta e uma folha de papel amargurada, manchada de café,
amassada, antiga, mas é nela que expresso tudo o que o meu coração e
minha mente falam, porque pelo menos a folha me ouve e não discute
comigo. É nessa folha de papel que eu desconto todas minhas dores e
minhas mágoas, até o dia que isso acabe, ou até o dia em que você volte..."
#FATO
"Meu corpo não é perfeito. Eu não ando com confiança. Eu brigo com meus
pais e amigos o tempo todo. Algumas noites eu prefiro ficar sozinha do
que sair para me divertir. Eu choro com as pequenas coisas. Há dias que
eu dou alguns sorrisos forçados e risos falsos. Às vezes eu tento me
convencer de que as coisas estão bem quando elas não estão. Eu não pareço tão boa na vida real, como pareço em minhas fotos.
Há algumas noites que eu choro sozinha por tudo que está acontecendo.
Eu sempre acho que não sou boa o suficiente. Eu sou imperfeita, mas sou
perfeitamente eu."
É isso...
— E você, por que desvia o olhar?
(Porque eu tenho medo de altura. Tenho medo de cair para dentro de
você. Há nos seus olhos castanhos certos desenhos que me lembram
montanhas, cordilheiras vistas do alto, em miniatura. Então, eu desvio
os meus olhos para amarrá-los em qualquer pedra no chão e me salvar do
amor. Mas, hoje, não encontraram pedra. Encontraram flor. E eu me
agarrei às pétalas o mais que pude, sem sequer perceber que estava
plantada num desses abismos, dentro dos seus olhos.)
— Ah. Porque eu sou tímida.
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
Encontrando-se
Aquele medo que antes afligia se afastou um pouco, ele parou de sustentar a solidão perdurável... Pode ser que seja apenas uma fase, uma transformação baseada em algum tipo de crescimento interior... O que pousa nos ombros é mais leve, sereno... Sua inspiração de ser mulher, a mudança do amadurecimento, a exigência que todas as decepções fizeram nela crescer... Num instante de pensamento sobre a alegria, fugindo de todas as companhias imperfeitas, o seu próprio eu lhe preenche de felicidade... O seu cantinho, suas cartas, fotos e enormes histórias pra contar, isso sacia sua fome de êxtase... Alegria ela encontrou tão perto, dentro dela mesma... E dia após dia acredita que não há e nunca irá existir alguém suficientemente bom o bastante pra lhe trazer essa felicidade estável de filmes e contos de fadas... Ela se encontrou, aliás, está se encontrando... Um novo e pequeno pedaço vai se mostrando... Fragmentos que vão lhe trazendo certezas, antes más compreendidas... A responsabilidade de ser feliz não deve ser do outro, mas dela mesma... Percebeu que todas as decepções foram necessárias pra o seu crescer interior... Crescer no sentido de amadurecer e, principlamente, no modo de amar a si mesma... Amar errando e acertando, gargalhando, chorando... Si amar... Porque a vontande de ter alguém e o medo de estar só seguem estrada... Vão abandonando essa boba e insegura garota... Hoje MULHER!!
Por Karoline Machado
Por Karoline Machado
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
“E porque eu sinto sua falta sem nunca nem ter visto, saber sua
idade, rosto, gosto, é difícil saber que saudade é essa que o meu peito
sente…. Eu sei que eu vou te encontrar. E eu sei que em algum lugar
desse planeta, você tem a mesma certeza que eu.
Que o mundo gire, nossos universos se aproximem e a gente se
reconheça no dia em que se (des)conhecer… Quero construir minha alegria,
meus medos, minhas vitórias, meus caminhos todos com você…”
Elenita Rodrigues
“Esquece. Não vou atrás de ninguém. Não mais. Ontem eu quis desesperadamente a sua companhia lá naquele banco da praça, quis ficar ali com você a noite toda se pudesse. E quando fui embora pensei em te ligar, dizer pra voltar amanhã, vir me fazer sorrir. Mas não. Hoje eu acordei e pensei que seria melhor não, eu não quero me apegar em ninguém, não quero precisar de ninguém. Quero seguir livre, entende? Mesmo que isso me faça falta, alguém pra me prender um pouquinho. Vou me esquivar de todo sentimento bom que eu venha a sentir, não levar nada a sério mesmo. Ficar perto, abraçar de vez enquando, sentir saudade, gostar um pouquinho. Mas amar não, amar nunca, amar não serve pra mim. Prefiro assim!”
Caio Fernando Abreu
(?)
"E foi uma proximidade, uma vontade , um desejo, um capricho... E quando sentiu ser real, fugiu... Se escondeu no seu íntimo... Procurou defeitos e defeitos... Até os encontrar... E mais uma vez fugiu... Entretanto, percebeu que poderia, de alguma maneira estranha, criar expectativas em alguém... Porém percebeu muito mais, que as suas próprias expectativas jamais permaneceriam ali... Desconhecido é não saber o que é a permissividade... Defende tanto a idéia do 'se deixar sentir', mas quando se depara nela, mostra-se fechada... Não há recíprocas, sempre um irá se doar mais que o outro... Ou talvez haja sim, aqueles breves minutos de doação mútua e reciprocidade, porém apenas beves minutos... Perdoai a falta de gosto e entusiasmo que a prende no tempo, que a faz esquecer que existem momentos de prazer pra se desfrutar... Ela ainda prefere enxergar o avesso, aquele lado que pra outras pessoas é melhor deixar escondido... Ou, ela apenas enxergue aquilo que não seja o avesso verdadeiro... Mas sua mente criou, como um mecanismo de defesa... Se afastar é bem melhor que ouvir mentiras e sofrer... Estar sozinha é mais cômodo... E mais interessante do que procurar defeitos... Ela não sabe o que diz..."
Por Karoline Machado
Por Karoline Machado
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