"E mais uma vez diante de uma incerteza imensurável, estava ela sem ponderar as suas sensações... visando o surreal, fugindo da angustia que lhe foi acrescentada... mais uma vez, seu corpo obriga que sinta aquelas malditas sensações que a atormentam... e implora... e se entrega...
Implora por um querer fantasioso, cria histórias, se alimenta de acontecimentos que ainda não aconteceram... o desejo de se entregar a esse quase amor a consome... e não há outros pensamentos... o corpo pede, a alma grita... não existem olhares, nem o toque das mãos, apenas palavras... piadas... sorrisos... há uma distância tão imensa e ao mesmo tempo tão mínima... porém está cansada... cansada da tediosa espera por mais um beijo, por mais um toque... um olhar, talvez... quer tanto... pele, mãos, cheiro... quer amor...
Desistir é fase momentânea, por horas até se afasta devido ao medo, por não haver motivos suficientes pra continuar... entretanto a cabeça já não comanda os desejos... é um fracasso tentar fugir, tentar se esconder... a busca constante desse quase amor ultrapassa todos os seus limites... já não há controle da mente... pensamentos a todo instante a carrega pra onde ele possa estar... pra quê saber que horas são?... dia ou noite?... mãe ou pai?... nada importa... Ela e Ele, sim tem um significado... bem maior do que qualquer entendimento... pra quê tentar explicar o querer?... o que se sente já é o bastante pra entender...
Reza... implora a Deus que seja amor o que ainda é um quase amor... naquela infinidade de características... adjetivos sem defeitos... é tudo que quer sentir... é tudo que quer viver... e espera... como uma mãe grávida espera ansiosa pelo seu amado filho no seu ventre, que já o ama tanto... e esse amor há de perdurar, até quando todas essas fantasias criadas lhe atire na realidade absoluta de um total amor simples e recíproco..."
Por Karoline Machado
Por Karoline Machado
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