E tudo o que ela queria era nunca perder o controle... Essa idéia de que gostar vale a pena, de que ninguém é feliz sozinho, é uma idéia falida... Outra vez ali em companhia da solidão... Atirada no sofá, vendo centenas de filmes e se entupido de brigadeiro... Esperando surpresas ou até uma mensagem no celular... Farta de incertezas... Há uma necessidade absurda de entender, de uma vez, que não nasceu pra entregas, amores, sorrisos compartilhados... Isso é coisa de novela, filme... Não é coisa de vida real... Porque se fosse realmente real, a solidão não estaria ali rindo dela... Está na hora de se tocar!! Parar de criar expectativas onde não existem... Parar de fantasiar e de encher a cabeça de planos miseráveis... Esquecer essa história de amor de verdade ou homem da sua vida... Ela nunca vai ter uma coisa dessas... Só lhe restam momentos... Aliás breves momentos, que é bem melhor tentar esquecê-los logo... Porque senão, ao invés dessa solidão durar uma tarde de sábado no sofá, ela vai vim se arrastando por dias... Como foi da última vez... E olha que nem faz tanto tempo assim... Ela precisa admitir pra si mesma que é preciso ser feliz sozinha e deixar de fazer planos fantasiosos... Deixar de acreditar em palavras... Em destino... Em coincidências criadas... Deixar de pensar que isso tudo pode acontecer pra ela... É preciso um tempo pra parar de se inundar nessa tristeza... Nessa desilusão que a vida vive lhe jogando... Ela não existiu pra o amor... O amor não existe pra ela...
Por Karoline Machado
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