E em um esconderijo de mim desejo tudo que um dia esteve aqui... e se foi feito água de torneira, que nunca mais vai voltar... não precisava ser tudo igual... mas precisava ser... precisava ter... e, pra ser sincera, não quero frações de segundos de felicidade... desejo horas, dias, até anos... e se prevalece um cansaço altamente incômodo... aquele que resisti sempre ao se olhar no espelho... e perceber que já se passaram várias horas e a vida continua parada... e o seu telefone permanece inerte sobre a mesa... porque não há de ter outro ser no mundo com saudade de você... e que precisa urgentemente ouvir a sua voz... até os beijos de novela, fazem chorar... procurar demais, querer demais... as conquistas são inexistentes... não me acho capaz de conseguir tal feito... como, ao mesmo tempo, não tem ninguém pra isso... o mundo parou... as coisas mudaram... e quem era capaz de fazer carta de metro, por ser romântica... hoje não se interessa nem em passar mensagem de celular... porque assim vai está sendo boba, ridícula... o amor fugiu... mas queria tanto que ele estivesse em mim... numa voz rouca ao telefone... num bombom guardado, só por lembrar... num bilhete rabiscado... numa esquina perdida, abraçados... queria e quero sim!... um amor assim... um amor pra mim... e como diria o velho Tom: "É impossível ser feliz sozinho"... e estar só, cansa... entristece... só amuderece... e isso já não é mais o bastante pra mim...
Por Karoline Machado
Por Karoline Machado
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